Furtos de hidrômetros em Itabuna aumentam nos dois primeiros meses do ano

Furtos de hidrômetros em Itabuna aumentam nos dois primeiros meses do ano
Nos primeiros meses do ano os furtos de hidrômetros voltaram a crescer em Itabuna. Entre janeiro e início de fevereiro foram registradas 14 queixas na Loja de Atendimento da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA). Um fator que pode ter contribuído para esse aumento, é a ausência de pessoas nos imóveis, pois tradicionalmente no mês de janeiro, muitas famílias saem de férias buscando as praias do litoral de Ilhéus ou outros destinos. Segundo o gerente Comercial da EMASA, Mateus Cruz, os bairros com maior número de ocorrências são Conceição, João Soares, Santa Inês e centro da cidade. O consumidor atingido pela ação de vândalos, que realizam esse tipo de ato criminoso, deve comunicar a empresa de água e esgoto do município, imediatamente. “O cliente vítima desse ato de vandalismo deve prestar queixa junto a Polícia Civil e apresentar o Boletim de Ocorrência (BO) à EMASA, pessoalmente na Loja de Atendimento ou através do serviço de WhatsApp (73) 99912-0044”, adverte Cruz. Com a comprovação do furto, o cliente fica isento da cobrança do hidrômetro e instalação de um novo equipamento. “Em caso de confirmação do furto, o consumidor fica desobrigado de arcar com o custo do novo hidrômetro. Cada furto gera um prejuízo de aproximadamente R$ 100,00 por cada equipamento para a EMASA”, afirma Mateus Cruz. Além do prejuízo pela substituição forçada do hidrômetro, o furto ou roubo do equipamento gera outros danos como: o desperdício de água no ramal após o vandalismo, entrada de sujeira na tubulação e prováveis avarias à rede interna do imóvel. O furto de hidrômetros é motivado pela venda da carcaça do aparelho para ferros-velhos, onde são extraídos materiais como ferro e cobre pelo receptador, outro elo da cadeia criminosa. A direção da EMASA vai pedir ao comando da Guarda Civil Municipal (GCM) para intensificar buscas nas locais que comercializam ferro velho em Itabuna, com o intuito de encontrar hidrômetros furtados ou roubados visando buscar coibir a receptação. O Código Penal Brasileiro aponta que o crime de receptação dolosa prevê pena de prisão de 1 a 4 anos, mais multa. Já a receptação culposa tem pena de detenção de 1 mês a 1 ano e, nesse caso se for um bem público a pena pode dobrar. Caso o crime seja praticado no exercício de atividade comercial ou industrial, a pena é de reclusão de 3 a 8 anos e multa. Ainda há o fato de ser classificada como recepção qualificada.    
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